slider top

Precisamos falar sobre suicídio


Por muito tempo, evitou-se falar sobre suicídio. A crença de que tratar desse assunto aumentava o número de casos contribuiu para que, por medo ou desconhecimento, essas mortes fossem negligenciadas ou mesmo ocultadas. Não deu certo, como provam estatísticas mais recentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas se suicidam no mundo anualmente, o que equivale a uma pessoa a cada 40 segundos. No Brasil, são cerca de 10 mil mortes por ano. Nos Estados Unidos, subiram 25% nas duas últimas décadas; só em 2016, foram 45 mil mortes. Idosos com mais de 70 anos são os que mais põem fim à própria vida, mas o suicídio tem crescido especialmente entre jovens – já é considerado a segunda causa de morte nessa faixa etária.

… Nesta entrevista ao Valor, Solomon fala sobrea a modernidade alientante, o isolamento de a depressão e a importância de incentivar as pessoas a procurar ajuda de serviçaos de saúde ou apoío em caso de risco de suicídio.

For a long time, talk about suicide was avoided. The belief that dealing with this issue increased the number of cases contributed to the neglect or even concealment of these deaths from fear or ignorance. It did not work, as recent statistics show. According to the World Health Organization (WHO), about 800,000 people commit suicide in the world annually, which equals one person every 40 seconds. In Brazil, there are around 10,000 deaths per year. In the United States, they rose 25% in the last two decades; only in 2016, were 45 thousand deaths. Older people over 70 are the ones who put an end to their own lives, but suicide has grown especially among young people – it is already considered the second cause of death in this age group.

… In this interview with Valor, Solomon talks about encouraging modernity, the isolation of depression, and the importance of encouraging people to seek help and support from health services in case of suicide risk.

(Full text is available to Valor Econômico subscribers.)